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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nasci assim...

Hesitei, 
quando te vi me impressionei.
Brinquei, 
Antes de adormecer foi em ti que pensei.
Senti,
não sei se é a realidade mas quero acreditar que sim.
Adormeci,
Contigo sonhei mas de manhã esqueci. 

Mas o problema é meu, nunca me lembro dos sonhos, 
nasci assim...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Acordo, ligo essa estúpida rede social...

Acordo, ligo essa estúpida rede social,
Noto logo, que a tua foto é "viral".
Gozo, foi o que me pareceu...
Morte? Como é que isto aconteceu!??

Investigo, reparo que as descrições são trágicas, 
Confesso, que, nesse momento não verti lágrimas.
Confirmo, que já não estavas entre nós,
Rezo, para que ele tenha ido para perto de Vós.

Porque é que isto te aconteceu a ti?
Isso não interessa agora, foi porque teve que ser assim.
Notei, logo após reflexão, é porque ele é mais preciso aí!

Gostava, de qualquer forma, que não tivesse sido já o fim,
Uma vez que ele é fiel para Contigo.
Interrogo-me se ele não era cá preciso,
Mas percebo que a tua ajuda é mais precisa aí, no cimo.


Amigo, até já...

domingo, 28 de julho de 2013

Piloto

Fora do comboio, já cheira campo,
Começo a ouvir o piloto a ladrar lá do seu canto.
"Olá Avó, vou ver o Avô e o piloto!"
"Vai lá filho mas olha que o jantar está quase pronto..."

Subo as escadas chego ao pé da madeira.
Luz ao fundo da porta já sei que vem lá brincadeira...
Ladrar ansioso já me tinha cheirado agora já me viu,
Este cão foi o único que me sorriu.

Piloto o cão atropelado pelo comboio.
Sobrevive só com uma pata partida...
Uns tempos depois um carro ditou a sua despedida.

O cão que mais marcou a minha vida.
Nunca vai perder a minha estima.
Calma isto não é uma despedida...
Amigo, vê-mo-nos lá em cima!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Desapareceste? Pelo menos fisicamente...

Desapareceste?
Pelo menos fisicamente...
Não sei,
Se te quero ausente.

Olhando para o nada?
Não consigo previsão...
Quero deixar marca
E procurar a razão.

Ricardo Sodré

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Regresso!

Peço imensa desculpa mas por motivos pessoais não tenho podido vir aqui tão frequentemente como queria. Estou em época de exames do 12º e durante esta paragem que estou a fazer no meu estudo, deixo aqui mais um "poema" meu.


Contra o vento rumo,
faço-o por instinto.
Pelo que quero luto,
com força, não minto…

Esse olhar sempre procuro,
atento e ansioso.
Vejo para lá do escuro,
procuro receoso.

Incompreensível, é como defino.
Irreversível, é o destino.
Digo o que sinto,
Não luto contra o instinto.

Os sinais não são certos
mas não parecem dizer-me que não.
E sempre de olhos abertos,
procuro a razão.

Ricardo Sodré

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sinto-me estranho.

Sinto-me como um lobo
que, pela noite, rasga a neblina.
À procura de algo novo
Descobrindo aos poucos, o que esconde a cortina.

Pela noite onde não vejo ninguém,
protegido pela lua,
corro pelo bem
com a alma toda nua.

De dia aborrecido,
é de noite que decido.
O arrependimento é repetido,
mas julgamento, só depois de ter morrido.

Enquanto isso corto o vento,
aguardo pelo dia,
a noite é só mais uma fase
a mais misteriosa e fria.

Tomar, 3 de Junho de 2013
Ricardo Sodré